As duas horas da tarde
Sonhos incômodos
Dançam sob meu colchão
Afundando a cama a cada paço
Como num passe de mágica
Sonhos vêm, sonhos vão
Pesados como chumbo
Ou leves como algodão
Sonhos de hora errada
Sonhos de perdição
No calor de meu quarto
Sujo e escuro vão
Me afundo e perco as horas
As duas horas da tarde.
quarta-feira, 30 de março de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Acalanto
Acalanto, lento acalanto.
Deixa-me dormir
As portas do meu amor
Ter o vento da noite
como cobertor.
Dorme, dorme, dor do meu peito
Que eu canto pra ti nessa noite escura
Dorme, dorme dor e amargura
Que eu canto pra ti nessa noite escura.
Melancólica é a melodia
Que embala noite
Que avança ao dia
Que me traz o vinho, a vida, a poesia.
Dorme, dorme que eu canto pra ti nessa noite escura.
Deixa-me dormir
As portas do meu amor
Ter o vento da noite
como cobertor.
Dorme, dorme, dor do meu peito
Que eu canto pra ti nessa noite escura
Dorme, dorme dor e amargura
Que eu canto pra ti nessa noite escura.
Melancólica é a melodia
Que embala noite
Que avança ao dia
Que me traz o vinho, a vida, a poesia.
Dorme, dorme que eu canto pra ti nessa noite escura.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Como é bela a pequena dançarina que baila perante meus olhos, como é alegre o seu dançar, como me exaspero ao vê-la rodopiar... Rio um riso frouxo, sorriso de quem sonha acordado. Gira, gira bailarina sob meu olhar inerte, gira e faz meu mundo girar, pequena boneca de pano, gira e faz minha cabeça girar, presente em meus sonhos de baile, ausente de minha vida, mas, enquanto viver, quero vê-la bailar.
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