sexta-feira, 26 de julho de 2013

À Orlando Pereira

Desordem 
gravada no peito 
do meu amigo
vermelho
negro 
da cor do arco iris
se levanta como bandeiro
no horizonte da esperança
sua herança
a luta de quem não cansa
a morte jamais venceremos
todos os outros, porém,
serão vencidos
nesse momento, meu chapa, eu decido
não atender mais nenhum
de seus telefonemas
para saber em que pé estamos
rumemos, meus amigos,
em direção a liberdade
(em nossa idade há ainda quem acredite)
meu chapa, fica no ar o palpite
de que não mais nos encontraremos
por via das duvidas,
meio sem jeito,
fica inscrito em meu peito:
Até breve!
Até breve!
Até breve!

domingo, 20 de janeiro de 2013

EPITÁFIO



Em sua lápide,
colada com durex,
dizia numa folha de caderno:
FOI ETERNO!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Heresia: Uma boca incapaz de dizer poesia!
Nada de novo sob o sol.
nada de novo, lhes digo,
sob o sol, sempre o mesmo
fá sustenido.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Homo
com
sumo
homo
consumo
consome
consome
todo
sumo
do
homo
some

segunda-feira, 26 de março de 2012

Noite insone
a madrugada
grita meu nome

quarta-feira, 14 de março de 2012

A poesia
a rebeldia
o avesso do poder
ser ou não ser
ter ou não ter
rima
ou verso, livre

o poeta sem lei
o poeta sem rei
nem beira
nem eira
nem grana
não faz verso pra qualquer um

nem que bote feijão no prato
poesia vida
poesia ato
pra nata das pessoas comuns.