Nem ponto
nem vírgula
me separam
do infinito
terça-feira, 27 de outubro de 2009
CANÇÃO DE UM FILHO DA PUTA
Que consagrem-se os amigos
que me trouxeram até aqui
com adornos místicos
e uma grande e brilhante auréola
Que queimem meus inimigos
que me pintaram
nos muros de sôdoma
como um grande demônio
Estavamos todos perdidos
quando caiu a noite
todos nós jogados
todos pelas sargetas
Irmãos,
filhos da velha puta
mãe dos homens
mãe dos desgraçados
os olhos da verdade
estão cegos...
Ó mãe dos desgraçados
levai-me para os sórdidos recantos da escuridão
acalenta-me entre os seus
alimenta-e com tudo o que é vil
Ó mãe, ó mãe...
a pureza está perdida
e nada será como antes.
que me trouxeram até aqui
com adornos místicos
e uma grande e brilhante auréola
Que queimem meus inimigos
que me pintaram
nos muros de sôdoma
como um grande demônio
Estavamos todos perdidos
quando caiu a noite
todos nós jogados
todos pelas sargetas
Irmãos,
filhos da velha puta
mãe dos homens
mãe dos desgraçados
os olhos da verdade
estão cegos...
Ó mãe dos desgraçados
levai-me para os sórdidos recantos da escuridão
acalenta-me entre os seus
alimenta-e com tudo o que é vil
Ó mãe, ó mãe...
a pureza está perdida
e nada será como antes.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
VIRGINEA
Exala o ar que exala das virgens
Iracema encarnada
índia alencarina
flor de minha terra
olhe para os céus e sorria...
alegria de dia chuvoso
mãe das àguas
lenda de meu povo
beije a terra e chore
triste e seco dia de sol
pedaço desgarrado do paraíso
torne-se ar
torne-se terra
torne-se fogo
virginea alma que paira
sobre o mundo dos homens
Iracema encarnada
índia alencarina
flor de minha terra
olhe para os céus e sorria...
alegria de dia chuvoso
mãe das àguas
lenda de meu povo
beije a terra e chore
triste e seco dia de sol
pedaço desgarrado do paraíso
torne-se ar
torne-se terra
torne-se fogo
virginea alma que paira
sobre o mundo dos homens
Uma sombra me persegue
eu a persigo
dentro da escuridão
quando ando na noite
à beira do abismo...
Ah! Uma sombra me perseguenos lugares onde vou!
Por todos os dias,
pro resto da minha vida.
uma sombra...uma sombra.
a fumaça dos cigaros...
seu cheiro.
Seu gosto no próximo copo.
Uma sombra...
costurada aos meus pés tal qual Peter Pan.
Quantas noites fugi,
quantas noites a busquei
nos bares,
nas ruas,
nos sonhos
sempre me encontro,
negra sombra,
pisando sobre os teus passos.
eu a persigo
dentro da escuridão
quando ando na noite
à beira do abismo...
Ah! Uma sombra me perseguenos lugares onde vou!
Por todos os dias,
pro resto da minha vida.
uma sombra...uma sombra.
a fumaça dos cigaros...
seu cheiro.
Seu gosto no próximo copo.
Uma sombra...
costurada aos meus pés tal qual Peter Pan.
Quantas noites fugi,
quantas noites a busquei
nos bares,
nas ruas,
nos sonhos
sempre me encontro,
negra sombra,
pisando sobre os teus passos.
sábado, 6 de junho de 2009
Vida
Histórias de vento, contos de areia, memórias do mar, dores do sol. Moscas varejeiras que circulam sob meu cérebro e se alimentam da podridão de minha alma, fecundam a lama que se acumula em minha boca com o que há de vivo, com o que há de vil, com o que há... Vida! Essa velha bandida que nos dá o que não queremos, que nos serve o que não devemos recusar... Vida! Quando me trouxeram a cabeça em uma bandeja eu ri, ri de mim e ri do mundo. Meu velho amigo, meu velho falso amigo, pra onde caminhamos nesses dias turvos? Para onde vamos enquanto não temos para onde ir? Estaríamos melhor inertes? Plantados sobre o Monte Zion a observar a chuva de balas? Minha cabeça dói! Meu coração encerra uma velha maldição... Eu sei que estou perdido, mas quem não está?! Então, prefiro semear a terra com meus olhos e regar com sangue, meu sangue e o sangue de meu filho. Mas não nutra esperanças vãs, afinal ainda estamos vivos.
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