sexta-feira, 19 de abril de 2019
De um arauto terceiromundista
Eu que sou filho da Terra
eu que sou filho da Mata
eu que sou filho do Sol Inclemente
eu que sangrei e que sangro
Não me rendi
e não me renderei
Hei de permanecer plantado
na alma de quem se move e luta
Aponto minha lança para o futuro
disparo certeiro no coração do mito...
o que mais-valia já não vale tanto
emergindo da lama do espanto
voltarei
para reclamar o mundo
e a essência que a mim pertence.
domingo, 7 de abril de 2019
Vai rumo ao infinito
bendito ato desprovido de atrito
segue bem leve
alma, corpo e tenho dito:
é pó, poeira, matéria prima de estrela
segue frio no vazio da noite
silenciosamente flutua livre no espaço
vida que segue em seu ato
me diz o tempo um dia vai lhe devorar
me diz o tempo um dia vai lhe devorar
bendito ato desprovido de atrito
segue bem leve
alma, corpo e tenho dito:
é pó, poeira, matéria prima de estrela
segue frio no vazio da noite
silenciosamente flutua livre no espaço
vida que segue em seu ato
me diz o tempo um dia vai lhe devorar
me diz o tempo um dia vai lhe devorar
terça-feira, 30 de junho de 2015
domingo, 29 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
Ainda me vingo da morte.
Deixo eternamente no mundo
alguma
marca forte
um verso feito de
silêncio
escrito no vento
uma escultura
feita na espuma
de água e de ar
uma pintura
ou uma gravura
feita de sombras.
Fotografia feita no escuro,
grafite sem muro.
Minha
obra-prima,
meu nome gravado
e eu eternizado
feito versos no meu
pensamento.
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